Satya: O Caminho de Volta para a Própria Verdade
- amalaeveline
- há 2 dias
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“Não ensinei vocês a mentir”, dizia ela. Minha mãe sempre dizia que a verdade doía, mas era melhor que a mentira. Durante quase 30 anos, eu achava que não mentia; fazia um esforço para sempre responder com a verdade, nada mais que a verdade. Durante o namoro com meu marido, como acontece de fato, nos demos de cara com criações completamente diferentes: ele não tinha essa relação com a mentira, nem com a verdade. Uma pequena mentirinha para agradar o outro era comum para ele, o que para mim era um grande absurdo. Ele, então, após se examinar, entendeu que as pessoas falam muito sobre não mentir quando, na realidade, mentem quase todos os dias.
Não existe verdade 100% mas, infelizmente, ele está certo. Eu sempre me esforcei para relatar a verdade, mas talvez nem toda e nem sempre. Para não machucar e para não encarar. Porque quando falamos sobre expressar a verdade, acreditamos que é quase um mandamento em relação ao outro, mas e quando nos acostumamos a mentir para nós mesmos? Essa é a primeira verdade que desejamos encarar; a honestidade começa dentro.
Podemos achar que a verdade é apenas não mentir (...). Contudo, a verdade exige integridade em nossa vida e em nosso eu, e isso é mais do que simplesmente contar uma mentira. - Deborah Adele
A não verdade pode fazer a gente se perder, rodopiar por outras realidades quando poderíamos ter pegado o atalho e ido direto ao ponto. A verdade é fluida porque nos permite ser gentis e, às vezes, duros (com a gente e com o outro).
A lição de Satya para mim é, primeiramente, não mentir para mim mesma. Ser mais gentil com meu tempo e minha disponibilidade. Parar de me enganar, de tentar ser quem não sou, de dar voltas na realidade e olhar a vida através da expressão da verdade, da vida.
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